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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Merujes (Montia Fontana)

Hoje, volto para mostrar outra planta comestível, muito vulgar na nossa terra. Esta planta tem o nome científico montia fontana, mas por nós é conhecida pelo nome de merujes,

cresce nas nascentes e ribeiros onde há água corrente e fica comestível no começo da Primavera.

É um vegetal muito tenro, muito parecido com os agriões, mas a folhagem é mais diminuta. Esta plantinha tão delicada e saborosa, em Forninhos é aproveitada para salada.

Acho que não existe comercialização desta planta, mas se fosse possível a sua produção e a sua comercialização de certeza que seria uma novidade nos supermercados do país. Eu seria uma consumidora imediata, pois tenho saudades de uma boa salada de merujes.

Por isso, se queremos uma saladinha de merujes, temos de as ir apanhar, tal como fez o João. Perguntem às pessoas mais idosas onde se podem apanhar em Forninhos as merujes e peguem numa tesoura, saco, balde ou cesta e... bora lá.

Fotos: merujes. Cortesia do João Seguro.

11 comentários:

  1. Que saudades de uma saladinha de merugens!
    Parecem agrioes ao micoscopio, mas tao saboroso e tenro.
    Apenas existem no estado selvagem.
    Quando o tempo assume o seu ar primaveril e as aguas cristlinas dos ribeiros , se escoam pelas bordas dos lameiros, parecem ervas daninhas a medrar, mas tao perciosas...
    Bem lavadinhas em agua corrente e temperadas, a acompanhar com uns peixinhos do rio Dao e um naco de broa, escoa-se uma pipa de tinto!
    Ai o pecado da gula, meu Deus!!!!

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  2. Não sei se estou certa, mas será o nosso "mentruz rasteiro?"
    Dizem que é uma saladinha maravilhosa...embora tenha aqui na roça, nunca comi...vou experimentar...será que é a mesma planta?
    abraço
    Tina (MEU CANTINHO NA ROÇA)

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  3. O comentário do Xico faz-me lembrar a viagem pelo Portugal rural, de uns janotas da cidade à nossa Beira, que carregados de fome aportaram na Ponte do Abade e lançaram-se ao que havia ao dispôr. A medo provaram o petisco (peixes em molho de escabeche), pensando em apenas matar a fome, pois de outro modo não tocariam em tal comida, mas quando o pitéu lhes roçou as papilas gustativas, deixaram-se de brios e emborcaram sofregamente o que havia, como se acabassem de descobrir a melhor maravilha do mundo.
    Este episódio é retratado no livro «O Homem que Matou o Diabo».
    Isto para demonstrar como o saber antigo consegue melhor delícia que os pratos servidos nos restaurantes e hotéis das cidades.

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  4. Aqui chamamos merujes...eu costumava apanhá-las na poça da Estracada. As meruges "Avisam-nos" que a Primavera está a chegar...
    Já estive a ver a imagem da planta “mentruz rasteiro”, Tina, e não me parece que seja a mesma planta.
    Por cá vamos continuar a mostrar um pouco do muito que temos na nossa aldeia para que todos os que por aqui passam melhor conheçam esta terra.

    Continuação de boa semana!

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  5. Pois em Forninhos ainda há muita meruje, mas hoje em dia só se podem apanhar em sítios de águas correntes, deve evitar consumir a que se encontra em águas paradas.

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  6. Noutros tempos as águas não eram poluídas e as meruges nasciam e cresciam em lugares considerados limpos, hoje já não é bem assim, apesar de Forninhos ser uma aldeia sem indústria, vemos nos fontanários antigos (Fonte do Miguel, Fonte da Lameira e Fonte do Lugar) placas com o dizer “água imprópria para consumo”.
    A fonte do Lugar por ser já considerada um “caso à parte”, nem sequer me vou referir a esta fonte, mas pergunto:
    Porque a água da Fonte da Lameira é imprópria para consumo?
    Há quanto tempo não é feita uma limpeza na mina?
    Esta água se fosse canalizada desde a nascente até à bica, será que este bem tão precioso, água, não chegaria em melhores condições?

    E a fonte do Miguel?
    Esta fonte também tem história, no entanto, continua a ser um lugar esquecido!

    Há investimentos, ou, melhor, melhoramentos, que se podem fazer e não são precisas grandes verbas.
    Hoje já todos têm água em casa, mas nem sempre foi fácil ter a água à mão e estas fontes, foram obras muito úteis nessa época. Significando muitas vezes que o autarca ou natural da terra “puxava pela terra”.

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  7. Pois é esta pequena planta ganhou um adepto desde que a provei pela primeira vez, não passa um ano que não os saboreie, aquele gosto tão caracteristico, para uma planta tão pequena tem um sabor forte mas agradavél, por isso sempre que vou a Forninhos perto da primavera, vou de tesoura em punho procurar essa pequena iguaria, mas cuidado ao cortar a planta faça-o de modo a não trazer a raiz, por isso dá um mau sabor, já estou a pensar que se calhar já começam a despontar. Bom proveito.

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  8. Uma salada de merujes com queijo fresco é um belo petisco.

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  9. A água que passa neste ribeiro vem da serra, até aqui não passa por qualquer local poluente, vem limpinha.
    No verão seca, as nascentes afrouxam, e a pouca que brota é aproveitada para regas a montante do povoado.
    Ao passar pela aldeia, há sempre alguns detritos que a contaminam, principalmente nas primeira chuvas, mas as de Março/Abril já são limpinhas e as merujes também se podem apanhar como se vê o nosso amigo Seguro que parece muito entusiasmado na colheita, mas desculpe Seguro, não quero dizer que não sejam um bom petisco, mas eu gosto mais de agriões e alfaces.

    Um abraço amigo.

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  10. Nos ribeiros, nascentes e poças ainda se vêem as merujes, mas também há sítios em Forninhos onde nascem os agriões. Sempre houve menos que as merujes, mas estes agriões de que tenho memória, tinham um cheiro silvestre e sabor intenso, que nada tem a ver com os que se encontram no mercado.
    Mas eu também aprecio muitttoooo agriões.

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  11. Boa tarde! Tambem eu adoro este "vegetal", desde crinça que me lembro de agarrar na tesoura no saquinho e lá ia eu, para os regos de água.
    Não sabia eu que o nosso amigo João, já lá tinha estado uma semana antes! mas ainda chegou para mim.

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